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Hoje acabam as férias da maioria das crianças no Brasil, e o fim desse período traz saudade da convivência mais próxima e sem rotina com os filhos; mesmo que às vezes tenhamos que nos virar para dar conta do tempo que eles ficam fora da escola. Para mim é assim: acho uma delícia essa proximidade, mas às vezes é preciso ajudar a filhota a encontrar brincadeiras criativas, ainda mais nessa segunda quinzena de janeiro em que o tempo não colaborou com as brincadeiras ao ar livre.

Na sexta feira estiveram em casa duas amiguinhas queridas que, junto com a Sofia e minha sobrinha formaram um grupo com idades variadas: 5, 5, 8 e 11 anos. Resolvi fazer com elas um jogo de mímica e desenho (conheço o jogo Imagem e Açao, um dia vou comprar…). Escrevi em vários cartões (reaproveitados) palavras simples, cujos conceitos já são bastante conhecidos pelas meninas. Formamos dois times: um deles com as duas maiores e o outro com as menores e eu (afinal, um integrante de cada time, ao menos, precisa de saber ler). As regras foram muito simples: uma pessoa lia e a outra tinha 1 minuto para desenhar ou fazer mímica para que a outra pudesse adivinhar. A brincadeira foi muito.

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os cartões

Depois elas se ocuparam de outras coisas e eu fiquei refletindo sobre esse jogo: o brinquedo poderia ter sido comprado, mas naquela hora eu quis improvisar. Sempre me deixa feliz fazer “muito com pouco”, usar a criatividade: improvisar, inventar e testar é um movimento muito natural para mim. Além disso, tenho observado cada vez mais o quanto é rico para a Sofia me ver fazendo coisas. Nesse mundo cheio de TV, internet, excessivamente virtual, faz muito bem para as crianças observarem na prática que as coisas podem ser construídas e que elas podem ser protagonistas, agentes da própria brincadeiras e não apenas receptores passivos de modelos já programados. Atualmente, a filhota já faz planos sozinha , os mais malucos possíveis: “mamãe, podemos prender um tubo na casinha da Pepé e ela vai andar”. Não importa se o plano não vai dar certo: ela se acredita capaz de criar, fazer e resolver as demandas do seu cotidiano.

Para mim, é uma alegria enorme vê-la mais interessada em fazer que em comprar e perceber que, e com isso, sua auto estima se fortalece, que ela se sente capaz – além de, claro, desfrutarmos de ótimos momentos de diversão.

O desenho da esquerda é uma professora (observaram o livro na mão?) e o da direita uma princesa (repararam na coroa?). Sou só eu que acho os desenhos inantis incríveis???

 

E você, o que vai inventar hoje?

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